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Quando o instinto materno burla as vozes

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Todos sabem que escuto vozes, que elas em sua maioria das vezes me assustam, que o que mais elas fazem é me colocar pra baixo e me depreciar. Além disso tenho paranóias percecutorias. Isso é o que chamo de residual do transtorno.
Quando soube da chegada do Gabriel fiquei mega feliz, mas as vozes residual começaram a falar um pouco mais alto que o de costume, dai passei a ficar com medo de não dar conta de cuidar e de criar o Gabriel, de achar que ele não gostaria de mim e que ele não se adaptaria por minha causa.
Bom no meio desse turbilhão que é a vida de um vulnerável o Gabriel veio pra casa e começou a superação. Amo tanto minha família que conversei com as vozes e deixei claro a elas que de forma alguma elas iriam atrapalhar a minha vida com o Rafa e com o Gabriel. De todas as vozes o único que não fala nada e só chora é o Flip.
Percebi nesse processo de quase 60 dias de convivência com Gabriel que o extinto materno supera e suporta tudo, o meu pequeno está comigo e dentre altos, bai…

Superando a Fobia Social

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Com a chegada do Gabriel tive que buscar me reinventar em relação com o próximo, não só com os familiares mas também com outras pessoas principalmente.
Nunca fui uma pessoa sociável, sempre me isolava dos outros, até mesmo dos familiares. Na adolescência isso se acentuou e na faze adulta piorou bastante. Só que desde que voltei com o Rafa pensei em ter filhos e sempre busquei em pensamento ajudar o meu filho a não ser como eu e ajudar a ele a ter bom convívio com as pessoas.
Antes da chegada do Gabriel, logo que recebemos a habilitação, sempre me preocupei em como faria pra conviver com os pais dos amigos do meu filho? Já que como falo sempre que tenho medo de gente.
Foi aí que nessa sexta que passou a minha tia chegou na minha avó comentando que haveria em sua casa um rodízio de pizza na parte da noite, nunca fui de me convidar pra nada, mas como a minha prima vei passar a semana com o marido e os filhos achei que essa era a grande oportunidade de começar a enfrentar a fobia social. 
Foi…

30 dias de novas experiências

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Como já falei por aqui o meu filho Gabriel chegou; chegamos aos 30 dias onde já passamos nesse tão pouco tempo por situações de muita alegria, de tristeza e principalmente pela frustração minha de não estar sabendo compreender ele.
Na última semana o meu menino chorou muito, por mais de uma hora, eu tentei acalmar e nada dele parar com o choro, foi aí que me senti muito triste e frustada, cheguei até me questionar se ele gostava de mim ou não.
Quando Rafa chegou em casa na parte da noite ele me questionou o motivo de eu estar calada e cabisbaixa. Foi aí que expliquei e ele, que de imediato disse que o Gabriel me amava sim. Os dias foram se passando e percebemos que o nosso pequeno estava com 3 dentinhos nascendo e só quem já sentiu dor dente sabe o quanto é ruim.
O meu pequeno dorme à noite toda, só que por causa dos dentinhos ele tem acordado algumas vezes, e foi aí nesse revezamento de quem o pega na madrugada fui percebendo que não só eu mais o Rafa também estava se sentindo frustrado…

Filho: amor incondicional

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Às vezes me pego pensando o motivo de nada na minha vida ter sido fácil e acabo em todas as vezes chegando à conclusão de que só damos valor no que é difícil de conquistar.
No último dia 10 tive o sonho de ser mãe realizado, o meu Anjo Gabriel chegou para anunciar coisas boas para mim e para o Rafa, mas nem só pra gente, como para toda nossa família. Percebo que Deus em sua perfeição me deu a oportunidade de me entender e perceber que não sou um transtorno mental, isso graças ao Grupo Entrelaços do IPUB,na minha determinação em ficar bem e principalmente a ajuda do meu marido, da minha psiquiatra, do meu psicólogo e da minha irmã Andreia que sempre me ajudou a enfrentar de cabeça erguida os desafios que não são fáceis; não posso deixar de falar aqui da tia Maria que em momento algum enquanto viva me tratou diferente ela sempre me fazia ir além do que eu achava que conseguiria a todo momento ela me incentivava a ir além.
Quando recebemos o apartamento tivemos que abrir mão de várias cois…

Quando o coração precisa se refazer

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Cheguei à conclusão de que a gente perde pra mais à frente ganhar e dar o valor devido ao que receberemos. Na maioria das vezes não entendemos o motivo da dor da perda ou dos desentendimentos.

Eu e meu marido temos conversado bastante para entender por que perdemos tantos entes queridos e qual a razão disso acontecer em nossa vida. 

Chegamos a algumas conclusões:

1. Quando perdemos é para aumentar o espaço no nosso coração para algo novo;
2. Nem sempre é perda, muitas vezes é alívio do sofrimento;
3. Um ente doente que se vai é descanso para ele, mas sempre deixa uma saudade grande em nosso coração;
4. Tem ainda a situação de entrar alguém em nossa vida, após a perda, que nos faz entender que somos capazes de amar mais;
5. Para aprender que as desavenças tem o mesmo lugar que o amor, quando a pessoa morre: fica do lado de fora da sepultura, pois dentro temos apenas os restos mortais.

Na semana passada, mais precisamente na quinta-feira, recebi a notícia que o pai do meu irmão Daniel estava in…

Vontade de ser do bem!

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Falar de realização, de sonho, de paciência e principalmente de amor é bem complicado, a minha vida tem tomado rumos que por mais que eu sonhasse não tinha a menor noção de que eles se realizariam. Muitas coisas têm mudado de forma abrupta na minha vida, perdi muito, só que as conquistas tem sido maiores.

Nesse contexto o que muito me encomoda são as vozes. Só que tenho lutado diáriariamente para não as levar a sério, elas nunca são boas elas sempre tentam me colocar pra baixo e me convencer de que eu não presto.
A vontade de ser do bem e buscar entendimento sobre minha luta por qualidade de vida; mesmo tendo um transtorno mental grave  é só o combustível pra levar a vida a diante. Muitos dizem que é impossível ter qualidade de vida, só que a qualidade vem de um sentimento que nem todos conhecem: o amor.
Amor uma palavra pequena mais mega importante na vida de todo ser humano, só que nem todas as pessoas a conhecem, pois só podemos dar o que recebemos e nem todas as pessoas receberam …

Meu aniversário: 33 anos!

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Hoje completo 33 anos de vida e resolvi fazer uma retrospectiva e percebi que desde muito cedo já passei por grandes batalhas, superei a maioria delas e hoje vejo que sou uma grande guerreira. 


Nasci de seis meses e meio de gestação e de cara fui desenganada pelos médicos, só que Deus não faz nada pela metade e sim não precisei de entubação, e só fiquei ali pelo fato de ter baixo peso como todo recém-nascido prematuro.
Essa não foi a única luta que tive em tão pouco tempo de vida, aos seis meses de vida tive que iniciar o uso de óculos de grau por apresentar um estrabismo severo. Fiz uma cirurgia  no olho direito, em Brasília onde eu morava, e o resultado foi muito ruim.
Aos quatro anos e meio a minha vó paterna foi a Brasília e me levou para Santos onde ela morava na tentativa de achar um bom oftalmo que aceitace o meu caso pois um dos olhos já tinha sofrido uma intervenção mal sucedida. Minha vó muito perceverante conseguiu achar um médico que aceitace o desafio e fiquei seis meses na …